Piauí Magazine


Moda e empreendedorismo: receita que tem dado certo
dezembro 5, 2009, 8:20 pm
Filed under: Reportagem | Tags: , , , ,

Texto: Vany Santana || fotos: divulgação

Criatividade e moda andam juntas, mas elas não estão sozinhas. Onde sobra criatividade o que não falta é gente querendo montar seu próprio negócio. É aí que entra o empreendedorismo. Empreendedores são, na verdade, indivíduos que inovam, identificam e criam oportunidades de negócios, montam e coordenam novas combinações de recursos para extrair os melhores benefícios de suas inovações num meio incerto.

E, atuando em diversos segmentos de moda, há empreendedores por toda parte na busca por conquistar seu espaço no mercado da moda. São produtores de roupas, calçados, bolsas, bijuterias, dentre tantos outros produtos, que se lançam nesse mercado que cresce a passos cada vez mais largos em todo o Brasil e também no estado.

Mulheres lideram mercado da moda

Conforme especialistas, cerca de 90% dos negócios são liderados por micro e pequenas empresas, na grande maioria, familiares e informais. Um dado que chama a atenção é a predominância da mulher nesse mercado. Na maior parte dos casos isso decorre da necessidade de a mulher buscar uma segunda fonte de renda para o sustento da família.

90% dos negócios de moda no Piauí são liderados por mulheres

Zulmira Rodrigues é uma dessas mulheres que juntou criatividade, empreendedorismo e oportunidade e se lançou nesse mercado há quinze anos. Ela é proprietária da empresa Via Corpus, localizada na cidade de Campo Maior a 78 quilômetros de Teresina. “Quando iniciei o negócio foi mesmo na tentativa de obter uma renda extra, mas hoje já estamos alcançando resultados muito positivos, com uma boa rentabilidade. A nossa produção é de cerca de mil peças por mês. Temos, aqui, 74 postos de trabalho”, informa.

Além do Piauí, a empresa Via Corpus, que é produtora de peças em jeans, comercializa seus produtos no Maranhão, Pará e Tocantins.

Indústria em plena expansão, a moda apresenta diversos exemplos de como o empreendedorismo pode ser aplicado, além de inúmeras oportunidades que vêm sendo exploradas e outras ainda por serem identificadas. É a maior empregadora para a mão de obra feminina, e segunda maior fonte de divisas para o país, perdendo apenas para a construção civil.

Esta indústria que possui tal posicionamento no mercado nacional tem, no Piauí, provocado significativas alterações na economia em termos de crescimento. A indústria da confecção, no estado, envolve a fabricação de roupas, calçados, bolsas e outros acessórios.  Conforme dados do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado, Sindivest, esse mercado movimenta mais de R$ 2 milhões ao mês, com geração de dezessete mil postos de trabalho,  apresentando constante crescimento.

As pequenas empresas são maioria em todo o estado, são confecções com marca própria. São empresas de caráter familiar que começaram pequenas, com uma idéia na cabeça e poucas máquinas de costura à disposição. Hoje já atendem diversos clientes do estado e também de vários outros estados.

A maioria das empresas começam com uma idéia da cabeça e uma máquina de costura

Proprietária da Dualto Moda Íntima, com sede em Piripiri, cidade localizada a 157 quilômetros ao norte de Teresina, a empresária  Josilene da Silva Vieira também iniciou sua produção de forma caseira. E, hoje, é dona de uma empresa, que produz peças íntimas como conjuntos de calcinha e sutiã, camisolas, baby dool, cuecas, dentre outros. Conta com uma fábrica com mais de quarenta empregos, entre diretos e indiretos A empresa existe há nove anos no mercado e  comercializa sua produção no Piauí e em vários outros Estados como Maranhão, Pará e Roraima.

Geração de emprego e renda de forma rápida

Para Márcio Lacerda, diretor técnico do Sebrae, o setor de moda no estado tem crescido em virtude de uma vocação própria dos seus empreendedores. Ele destaca que os pequenos empresários do setor contam com imensa criatividade, o que facilita os investimentos nesse mercado. “Esse é um setor com capacidade de gerar emprego e renda, de certa forma, rápida. Assim, produtores caseiros acabam investindo no negócio e a criatividade desses pequenos empresários, tendo, na maioria dos casos, a mulher à frente, é o que mais impulsiona esse mercado”, acrescenta.

Entretanto, a maior parte destas empresas, principalmente por possuir caráter familiar, não possui a estrutura sugerida pelos especialistas da área de empreendedorismo, mas simplesmente foram impulsionadas pelo “espírito” empreendedor. O setor ainda sofre com uma relativa desorganização interna por conta da escassez de profissionais capacitados envolvidos e pelo empreendedorismo de ocasião, que surge como fonte complementar de renda. Além disso, o apoio por parte do governo ainda é pequeno. E esse apoio é essencial para que as empresas consigam se estabelecer no mercado e tornem-se competitivas diante de marcas maiores e grandes redes nacionais e internacionais, que cada vez mais ganham espaço no Brasil.


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