Piauí Magazine


Produção industrial da moda de Teresina representa 1% das vendas no varejo da capital, afirma Presidente do Sindicato dos Lojistas

texto: Aline Leal

A produção de moda teresinense ainda representa muito pouco em termos de venda no comércio varejista da cidade. O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Teresina, João Andrade, estima que cerca de 99% das confecções e acessórios vendidos no comércio teresinense seja de produtos de outros estados. “Você pode entrar numas 50 lojas do centro e não encontrar nenhuma peça de fabricação própria”, desafia ele, acrescentando que o aumento da procura por produtos de marcas conhecidas tem aumentado consideravelmente. “Produtos que mexem com a vaidade”, diz. Este 1% de confecções produzidas e vendidas na capital representa 20% da fabricação deste setor em Teresina.

A falta de uma produção local considerável acaba tornando-se um entrave para o transporte de produtos vindos de fora. De acordo com João Andrade, muitos motoristas do Sul e Sudeste do Brasil preferem ir para algumas capitais de estados vizinhos do que para o Piauí, isto porque em cidades como Recife e Fortaleza os motoristas vão com boas perspectivas de contrato para o retorno “O caminhoneiro sai de São Paulo para Recife muito mais feliz do que quando sai pra Teresina, isso porque quando ele descarrega em Recife, ele contrata o retorno, ao contrário daqui. E isso é um fator limitante para alguns transportadores. Tem caminhoneiro que não vem. Em época de muita demanda eles preferem ir pra os outros centros”, relata Andrade.

Ele acredita que quem resolve a situação das atividades industriais é o Estado, e dá exemplos: “Para o Piauí virar pólo é preciso que o governo adote medidas pelo menos parecidas com as adotadas em outros estados, como no Pernambuco que tornou-se pólo da indústria de confecção”, sugere.

O presidente também afirma que o governo deve agir a favor do futuro pólo de confecções teresinense através de ações fiscais, renúncias fiscais, do fomento através dos agentes financeiros. Além disso, a profissionalização, através das entidades de classe, como é o caso do comércio com o Senac, da indústria com o Senai, da agricultura, Senar, é essencial. É preciso que essas entidades se envolvam não apenas em projetos que contemplem somente um determinado período do ano, através de feiras e eventos pontuais. “Precisa ser um investimento de 365 dias do ano”, afirma.


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