Piauí Magazine


Baixo custo e criatividade fazem o segmento de moda íntima crescer no estado
novembro 14, 2009, 1:02 pm
Filed under: Reportagem | Tags: , , , , ,

Texto: Vany Santana || fotos: divulgação

De pequenos ateliês às fábricas, de produções caseiras para produções em média e grande escala. Essas são transformações observadas no mercado da moda íntima piauiense nos últimos anos. A matéria-prima barata, a redução nos custos e a crescente demanda pelos produtos locais têm feito pequenos empreendedores de moda íntima apostarem cada vez mais nesse setor, aumentando consideravelmente seus investimentos. Com muita criatividade e ousadia várias fábricas de lingerie têm conquistado tanto o mercado piauiense como o nacional.

A cidade de Piripiri, localizada há 157 quilômetros ao norte de Teresina, é hoje um pólo de confecção de moda íntima no Piauí. Conforme informações do Sebrae, são 40 empresas produzindo três milhões de peças por ano. Dentro desse pólo, a empresa Primeiro Ato é um dos maiores exemplos de sucesso da moda íntima no estado. Há quase 12 anos nesse setor, a marca é hoje conhecida nacionalmente, tendo seus produtos vendidos em vários estados como Maranhão, Rondônia, Roraima e Amazonas. A empresa possui aatualmente 40 postos de trabalho ativos.

“Desde que iniciamos o negócio, que era bem artesanal, primamos pela qualidade. Então, aos poucos, fomos ficando conhecidos através do ‘boca a boca’ e conquistando nosso espaço. Naquela época, esse mercado era pouco, ou quase nada, explorado, mas nós vimos aí uma demanda e apostamos no sucesso. Hoje, a nossa empresa é uma das que mais crescem nesse ramo”, relata a empresária Vera Lúcia da Silva.

A procura pelos produtos locais se intensificou nos últimos anos em todos os segmentos de moda no estado. O crescimento da demanda se deve a inúmeros fatores. Dentre eles, o baixo custo das peças, assim como também, a maior divulgação das empresas locais, seja através de projetos para o desenvolvimento do setor, seja através de eventos realizados na tentativa de dar visibilidade à produção local, como é o caso da Semana da Moda no Piauí. O evento tem por objetivo apresentar à sociedade a produção da moda piauiense em geral. Como não poderia deixar de ser, o segmento de moda íntima pegou carona e vem crescendo ano a ano, gerando renda e emprego, principalmente na capital e na cidade de Piripiri, onde se concentra o maior volume de produção.

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Lingeries piauienses têm baixo custo

“A demanda de clientes é muito grande,  aumentando cada dia mais. As pessoas começaram a perceber a qualidade da produção piauiense. Mas a produção local ainda não atende essa demanda. Falta mão-de-obra qualificada, ainda é difícil obter a matéria-prima, faltam mais investimentos para o setor. Enfim, são inúmeros os fatores que ainda dificultam o desenvolvimento desse segmento”, afirma a empresária Eliene Costa, proprietária da fábrica Di Donna.

Para ela, o crescimento do setor tem atingido níveis até consideráveis, mas tem potencial, em termos de qualidade, pra estar em um estágio mais elevado de desenvolvimento, o que não ocorre por falta de investimentos, principalmente em qualificação de mão-de-obra e incentivos governamentais para o setor. “É um segmento muito importante pra economia local, que pode gerar mais empregos e renda, mas é preciso atrair investimentos pra que as pequenas empresas possam aumentar sua produção”, enfatiza.

Conforto e sensualidade

A produção de peças íntimas no estado está voltada basicamente para a confecção de conjuntos de calcinha e sutiã, camisolas, baby dool e cuecas. As mulheres constituem a grande maioria do público consumidor.

Conforme as empresárias do segmento, as mulheres piauienses optam por peças que as façam sentirem-se mais confortáveis, sem, contudo, deixar a sensualidade de lado. Peças ousadas, que acentuam as formas do corpo feminino têm uma procura muito grande. “A mulher piauiense é sensual e procura langerie que acentue nela essa qualidade”, comenta Vera Lúcia. Mas na hora da escolha o conforto e a qualidade estão em primeiro lugar. “Não só o público piauiense, mas os dos outros estados para os quais nós revendemos buscam os nossos produtos pela qualidade e porque nossas peças são confortáveis, além de bastante versáteis”, defende Eliene.

Responsabilidade Social

A fábrica Di Donna está no mercado há 15 anos e, além da ousadia das peças femininas, conta com outro ponto forte, que é a responsabilidade social. Dentro da fábrica funciona uma ONG que dá apoio aos produtores caseiros que querem iniciar seu negócio. O apoio vem através de cursos e oficinas de corte, costura e designer de moda íntima. A ONG oferece um curso de Tecnologia de Vestuário, que tem duração de um ano e meio, onde os alunos aprendem a utilizar as novas tecnologias do setor, assim como têm a oportunidade de exercitar sua criatividade, desenvolvendo novos designers,  e descobrir seu próprio estilo.

Clientes preferem peças mais confortáveis


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