Piauí Magazine


Regulamentação de profissionais da beleza garante mais saúde às clientes
novembro 13, 2009, 10:41 pm
Filed under: Notícias | Tags: , , , , , ,

texto e fotos: Laryssa Saldanha

O Projeto de Lei nº 112/07, que regulamenta o exercício das profissões de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador, chamados profissionais da beleza, está movimentando os salões de beleza em Teresina.

A proposta traz pré-requisitos para que um profissional possa exercer essas atividades. Pelo projeto original, para exercer a profissão, o profissional deveria ter certificado de conclusão do ensino fundamental ou diploma de habilitação técnica específica fornecido por entidades públicas ou privadas, legalmente reconhecidas. Também poderiam atuar no mercado os profissionais que já exercem a profissão há pelo menos um ano, a partir da homologação da nova lei, independentemente do grau de instrução.

Já o Projeto de Lei 466/07, que tramita em conjunto com o PL 6960/06, exige escolaridade mais elevada para esses profissionais. Segundo o projeto, do deputado Domingos Dutra (PT-MA), pelo menos um de três requisitos deve ser cumprido: estar na atividade há mais de um ano na data de promulgação da lei; ter formação e treinamento profissional específico, ministrado em curso de nível médio; ou diploma de habilitação específica, expedido por instituição de ensino superior.

salo

Salões de Beleza em Teresina se adequam ao projeto de lei

Em Teresina, alguns salões de beleza já começam a se adequar ao projeto, que ainda aguarda votação no Senado.

Ana Claudia Fontenele, gerente administrativa de um salão na zona lesta da cidade, considerou que a exigência de escolaridade mais elevada do que o primeiro ciclo do ensino fundamental poderia levar muitas pessoas à exclusão do mercado de trabalho. “O Brasil tem milhões de pessoas semi-analfabetas, quantas delas não estão sobrevivendo por exercerem essas atividades e quantas mais ainda surgirão com a possibilidade de sobrevivência nesse setor?”, questionou. “Em nosso salão, nós já exigimos que todas as profissionais tenham concluído o ensino fundamental e que façam cursos em suas áreas. Nós mesmos incentivamos isso. São benefícios não só à saúde de nossas clientes como à imagem de nosso estabelecimento”, completou.

manicure

Apesar do projeto de lei, muita manicures informais não possuem qualquer curso na área

Assim como este, em Teresina, outros salões já estão se adequando a nova lei tanto para  garantir a seus clientes melhores condições de atendimento. Mas nem todos os estabelecimentos os gerentes ou proprietários têm a mesma preocupação. Na capital piauiense, alguns profissionais autônomos não têm qualquer qualificação para desenvolver atividades na área, e cabe ao cliente escolher onde irá se fazer uma simples unha.


1 Comentário so far
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Achei bastante pertinente a visão da gerente entrevistada diante da pauta.

Sei que a realidade da zona leste é bem diferente do restante da capital. Mas não sei o quanto.

Será que é só por falta de preocupação dos gerentes e proprietários esses problemas de qualificação?

Quantos cursos de capacitação nessas áreas são oferecidos na capital? Não tenho conhecimento deles, além do SENAC-PI.

E quanto custaria essa formação aqui na capital?

Além dos próprios salões, que outros setores responsáveis por capacitação estão fazendo diante dessas exigências?

O que pensam os trabalhadores informais disso?

Acho que essas informações acrescentariam mais a problemática do projeto de lei.😉

Comentário por Ludmila




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