Piauí Magazine


Artesãos são minoria na Central de Artesanato

texto: Elinara Barros

A Central de Artesanato Mestre Dezinho é um dos principais pontos de venda do artesanato em Teresina. Porém, o local é constituído basicamente por revendedores das peças artesanais e não por artesãos. São no total de 32 box, no quais 3 são administrados pelo governo estadual para a recepção de peças artesanais do interior do Piauí e os outros são administrados por particulares compostos por lojistas e a minoria por artesãos.

A Instituição foi criada ainda na década de 1980. Paralelamente a sua criação, foi concebido o Programa de Desenvolvimento do Artesanato (PRODART), cujo o objetivo é fomentar a produção e comercialização das peças do artesanato piauiense.

Segundo a Jussara Lacerda, diretora administrativa do PRODART, não existiu uma seleção apurada na divisão dos box. “Quando foi aberta a Central de Artesanato, as lojas foram disponibilizadas a partir da demanda existente na época”, afirma a diretora.

Questionados sobre o assunto, os vendedores preferem não comentar, porém a maioria confirma ser apenas funcionário de algum lojista. Eles afirmam que as peças compradas em Teresina e trazidas de algumas cidades do interior do Estado.

Diante dessa situação, atualmente qualquer loja que ficar disponível será ocupada através de licitação. Jussara explica que as associações de artesãos têm prioridade na ocupação nas lojas vagas. “Se tiver algum espaço vago, a licitação será prioritariamente realizada entre as associações”, garante.



Central de artesanato: entraves fazem com que turistas e teresinenses não frequetem local
novembro 9, 2009, 9:24 pm
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texto: Aline Leal || foto: divulgação

A Central de Artesanato Mestre Dezinho é um ponto de vendas de produtos genuinamente piauienses, é um lugar onde os turistas que vêm à Teresina conhecem a produção artesanal local, seja degustando cajuína, doce de buriti ou comprando diversos tipos de “lembrancinhas” para levar de recordação. Desta forma a central, que tem 33 lojas, sendo 3 do Governo Estadual, se revela um ponto turístico da capital piauiense.
 
Apesar disto, das 33 lojas existentes no local, apenas cerca de 8 lojas funcionam em finais de semana e feriados, os dias, que de acordo com Sheila Santos, turismóloga, são de maior movimento turístico em qualquer lugar. Além disso, nenhuma das lojas que funcionam com verbas do Estado abrem nestas ocasiões. “No Brasil, a maioria das pessoas aproveitam um feriadão ou final de semana para fazerem passeios. Por isso é muito importante que os pontos turísticos tenham um horário de funcionamento diferenciado. Nós aconselhamos que estes estabelecimentos tirem folga no meio da semana”, afirma. 
 
Jaqueline Alves, vendedora de uma das lojas que abrem nos domingos e feriados afirma que vale a pena ter esse horário estendido. “Tem domingos que são mais fracos, mas os que têm movimento compensam muito”, afirma. Jaqueline acredita que falta estímulo não só para os turistas frequentarem mais a Central, mas também para o teresinense. “Se tivesse um bom restaurante, uma música ao vivo aos domingos e feriados, mais gente viria. Não só turistas, seria um lugar para a família teresinense frequentar assiduamente”, sugere a vendedora.

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Horário de funcionamento da Central de Artesanato se apresenta como um entrave para frequentação de turistas e teresinenses

O horário oficial de funcionamento do local é de segunda à sexta de 8h às 18h e aos sábados das 8h às 15h, porém a administração deixa livre para quem quiser abrir aos domingos e feriados. De acordo com Rosemeire Santos, coordenadora da Central de Artesanato, as lojas do Estado não abrem por falta de verba.

A coordenadora acredita que o turismo em Teresina não é o suficiente para sustentar um horário de funcionamento estendido e assegura que o horário de funcionamento é um dos pontos a serem discutidos nesta reforma pela qual a Central de Artesanato está passando.

 Além disso, Rosemeire afirma que falta iniciativa dos proprietários das lojas. “Eles esperam tudo do Estado e não se unem para agir. As vendedoras têm resistência, não se empenham, elas põem dificuldades até para comparecerem aos cursos de aperfeiçoamento oferecidos pelo Estado e vivem dizendo que a demanda é pouca”, afirma e acrescenta que eles juntos poderiam montar estratégias que atraíssem um público maior ao local.



Central de Artesanato Mestre Dezinho passa por revitalização e capacita lojistas e artesãos

Texto e Fotos:  Thaizys Val

A Central de Artesanato Mestre Dezinho, em Teresina, é uma verdadeira feira de arte da cultura piauiense. Localizada na Praça Pedro II, ela consiste num complexo de 33 lojas que comercializam o melhor da produção artesanal e artística do Estado, além de abrigar a Escola de Música de Teresina e a Escola de Balé.

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Lojistas e artesãos da Central de Artesanato receberão cursos de capacitação

Em projeto idealizado pela ex-Diretora da Secretaria de Turismo, e feito pelo consultor Anchiêta Correia, ex-presidente da Piemtur, a Central de Artesanato Mestre Dezinho está sendo reformada, e os lojistas estão recebendo cursos de capacitação. O objetivo é transformar e adequar a Central para atender a demanda turística, promovendo a essa atividade associada ao artesanato de tradição. Além dos lojistas, os artesãos também poderão participar dos cursos.

“Esses cursos serão muito importantes. Por exemplo, muitos lojistas acham que uma boa vitrine, é aquela que tem muita coisa exposta, e às vezes nem, dependendo do que é exposto, não se precisa de muito. Por isso, a importância da capacitação”, afirmou Rosimeire Santos, técnica da Central de Artesanato.

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Curso de capacitação ensinará como montar vitrines aos lojistas

O projeto contará com recursos de aproximadamente R$ 250 mil do Ministério do Turismo e inclui modificações nos espaços e qualificação dos artesãos e vendedores. As 33 lojas receberão pintura uniformizada, melhoria da instalação elétrica e troca da iluminação para dar mais destaque aos produtos. “Essa pintura atrai mais gente, estava tudo sujo, feio, e assim é melhor. Acho que atrai mais gente”, afirmou Valdenora Pereira, responsável pela loja Cerâmicas do Piauí.

O site do Prodart também será reestruturado para divulgar os produtos artesanais encontrados na Central, além de disponibilizar informações sobre cursos e calendário de eventos.




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