Piauí Magazine


Moda: Mercado e Ensino no Piauí
Dezembro 6, 2009, 5:14 pm
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créditos do vídeo: Laryssa Saldanha e Thaizys Val



Piauí Magazine dá dicas de como decorar sua mesa para a Ceia de Natal
Dezembro 6, 2009, 5:07 pm
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texto: Laryssa Saldanha
fotos: divulgação

Uma das imagens mais marcantes que nos vêm à mente quando as festas de final de ano se aproximam é a da comemoração natalina, quando a família toda se reúne em volta de uma bela mesa, a criançada não vê a hora de receber seus presentes e o clima é envolvente e de muita animação.

Como a casa se enche de familiares e amigos nesta noite, as preparações começam já no nascer da véspera de Natal. Os preparativos são muitos. Entre o cardápio, decoração, enfeites, conforto e os caprichados looks. Os anfitriões sempre se vêem sobrecarregados e nada melhor do que se adiantar e começar a pensar em cada um desses detalhes para que quando o dia 24 chegar, tudo corra com mais calma e naturalidade permitindo que, assim como os convidados, as preocupações e a correria desta data não interferiam no seu ânimo para comemorar durante a noite.

Um dos pontos que se deve dar muita atenção e que quando bem elaborado rende muitos elogios e garante o sucesso dessa tão esperada comemoração: a mesa.

Harmonia e bom gosto são dois ingredientes fundamentais para que essa tarefa apresente bons resultados. Portanto, antes de mais nada, lembre-se que melhor do que errar por exagero é investir em opções mais simples – que podem sim ser econômicas – que agreguem um toque sofisticado ao alegre ambiente natalino.

A criatividade pode fazer toda a diferença na hora dos preparos natalinos. Primeiramente, escolha as cores com as quais você trabalhará em sua decoração. O vermelho e o verde são as tradicionais e nunca saem de moda para esta data; tons terrosos como o marrom, laranja, dourado e cobre rendem boas combinações, bem como o azul, dourado e vermelho; e o prata e o azul. Para quem não teme ousar, roxos também podem gerar uma boa coordenação com prata e branco.

Determinadas as tonalidades que comporão sua mesa, vamos, então, à escolha da toalha. Limpa, bem passada e engomada; a toalha pode trazer estampas de motivos natalinos ou vir em cores lisas; tudo depende das louças que você pretende usar. Quando essas contarem com toques coloridos dê preferência para toalhas brancas ou mais neutras, enquanto o contrário é permitido caso taças e pratos trouxerem uma estética minimalista em branco, cristal ou preto. Sobre os cobre-mesas coloridos pode-se investir também em trilhos que tragam o fundo claro e detalhes bordados que evidenciem a temática da noite.

Para a disposição das pratarias, como os talheres, a opção por formas tradicionais é sempre a melhor para que não compliquem a organização dos convidados na hora da ceia. Eles podem criar desenhos sobre a mesa quando colocados na diagonal, ou serem postos lado a lado, como de costume diário.

Colocar enfeites sobre esses pratos demonstra capricho dando um toque diferenciado e original à sua decoração. Guardanapos de tecidos, bolas de natal, e pequenas caixinhas de presentes com lembranças ou mensagens são algumas das opções que podem ser usadas para deixar sua produção com ares mais personalizados!

Copos e taças devem ser postos lado a lado visando facilitar na hora de servir os convidados e manter a organização. As versões coloridas são bem vindas nessa ocasião, mas as tradicionais também podem ganhar valorização com aplicações de laços e fitas.

Os demais enfeites como velas, castiçais e flores garantem o glamour da ceia! Evitar  arranjos muito altos que cubram a visão dos convidados também é importante. As velas certamente são os elementos que mais combinam com a ocasião. A sua escolha deve ser de acordo com a tonalidade da decoração.

Evite misturar diferentes estilos de enfeites, assim como as cores; procure trabalhar sob um tema, seguindo-o em todos os elementos a serem apresentados na mesa. Lembre-se que além de toda a decoração os pratos principais também estarão dispostos neste mesmo espaço, portanto nada de forrar o móvel com acessórios e se esquecer do principal; a comida. Libere a sua criatividade e inove na sua decoração de natal, a qual demonstra não só capricho, mas que estará recebendo seus convidados com muito carinho para a Ceia de 2009!

Confira o video:



Piaui Magazine entrevista Maristela Aragão
Dezembro 6, 2009, 4:59 pm
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Em meio a uma correria de notas, sacolas, roupas e vendas, a empresária Maristela Aragão, proprietária da marca MCA, concedeu uma entrevista ao Piauí Magazine, na qual conta como montou a sua loja.

Creditos: Layanna Maiara

Piauí Magazine: Há quanto tempo você atua nesse ramo de confecção?

Maristela: Eu já estou nesse ramo há mais de 20 anos. Na verdade, são 25 anos trabalhando com isso.

PM: E como você entrou nesse ramo?

Maristela: Eu comecei como sacoleira e conheço todos esses processos. De sacoleira até à loja de pronta entrega.

PM: Como foi o processo até ter a própria marca?

Maristela: Na verdade, eu era funcionária pública e comecei a vender roupas para complementar a renda familiar. Depois que percebi que esse era um negócio lucrativo, eu decidi me dedicar a isso e hoje tenho minha marca.

PM: Quantas unidades a MCA tem hoje?

Maristela: Hoje nós temos 4 unidades. A unidade de malha – que é a modinha-, a unidade de jeans, calçados e bolsas.

PM: Qual é o público da MCA?

Maristela: Eu considero que o nosso público é o B. Quanto à faixa etária, produzimos para a mulher jovem, a jovem senhora.

PM: E quanto à pesquisa das coleções que a MCA lança, como ela é feita?

Maristela: A gente utiliza muito a internet, revistas internacionais e naicionais. Mais há outros meios também. Hoje, as possibilidades de fontes de pesquisa são muitas.

PM: Nós sabemos que o clima de Teresina é bem quente, as roupas da MCA são produzidas levando em conta o clima da cidade?

Maristela: Com certeza! A gente trabalha quase que exclusivamente com roupas mais leves. É tão verdade isso, que a gente trabalha com outros Estados do Brasil, mas quando é período de inverno as vendas para outros estados diminuem, por que nossa produção é voltada mais para o verão.

PM: A empresa tem planos de exportar?

Maristela: Na verdade, a gente já exportou, mas o dólar ficou muito caro e eu decidir parar com a exportação por enquanto. Além disso, eu vi que o mercado interno é forte, tem muito potencial e  é satisfatório. E também, como eu quero expandir mais a loja, elegi prioridades. A nossa meta é trabalhar primeiro com os outros estados do Brasil e, só depois, voltar a exportar.



Moda na prática
Dezembro 6, 2009, 4:39 pm
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Texto e foto: Layanna Maiara

“Algumas coisas você só aprende na prática”. É assim que Cláudia Klein define a experiência que ela teve em um estágio que terminou recentemente. A estudante de moda cumpriu um estágio de quase seis meses e afirma que a experiência é indispensável para qualquer aluno de moda, pois é preciso “colocar em prática o que se aprende na sala de aula”.

Muitos alunos, assim como Cláudia, sabem da importância de um estágio e estão à procura de uma experiência, mas, em Teresina, o mercado de moda ainda oferece poucas vagas para estagiários.

Segundo Lena Olyver, professora do curso de moda da NOVAFAPI, há uma certa resistência dos empresários em contratar estagiários, por que esse é um tipo de suporte novo. Além disso, a maioria das empresas do setor de moda é do tipo familiar, então, é mais difícil incorporar novos funcionários no setor da criação.

Benefícios

Para os empresários, só há benefícios em contratar estagiários. Além de contar com uma mão-de-obra que está em pleno contato com a academia, a empresa tem a possibilidade de treinar esse profissional e, futuramente, incorporá-lo à empresa.

Os estudantes, através dos estágios, podem entrar em contato com o mercado, praticar a teoria aprendida em sala de aula e conseguir um futuro emprego na empresa em que estagiou.

Cláudia, que estagiou na empresa Guadalajara, afirma que o bom do estágio dela foi entender o processo de produção. Embora atuasse na parte de criação, Cláudia procurou orientações de muitas profissionais que trabalham há mais tempo no mercado e aprendeu muito com elas.

Uma crítica feita pela estudante de moda, é que, além de ser fechado, o mercado para estágio de moda não considera o estagiário como aprendiz, mas como um profissional experiente. “O estágio é uma oportunidade para o estudante aprender, mas às vezes o estagiário é tratado como se fosse um profissional experiente”.

Cláudia Klein: "o estagiário é um aprendiz"

Acompanhamento

Embora haja uma resistência, Lena Olyver afirma que os empresários da área de moda estão procurando a faculdade para procurar alunos que estejam interessados em estágios. A professora conta que 15 alunos já estão estagiando e que esses estudantes então sendo acompanhados de perto pelos coordenadores.

O acompanhamento dos estagiários é quinzenal e feito no local de trabalho. O professor visita o local de trabalho do aluno, verifica o desenvolvimento das atividades e tira as dúvidas que possam aparecer.

Quanto ao pagamento, Lena afirma que o setor de moda é bem organizado. Embora cada empresa estabeleça o valor da remuneração, todos os estagiários são remunerados. “Não há um valor padrão. Cada empresa paga conforme o seu porte e a função que o estudante exerce nas empresas”, afirma ela.

Com o crescimento do setor de moda, as oportunidades para estágios tendem a crescer.  Para Lena, os empresários já estão mais abertos a essa nova possibilidade. O importante é que os alunos se dediquem e qualifiquem para que, quando as oportunidades aparecerem, esses profissionais possam ser absorvidos pelo mercado.



Um dia de sacoleira
Dezembro 6, 2009, 3:23 pm
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Texto e fotos:  Layanna Maiara

Eram uma e dez da tarde e eu e a sacoleira Esmeralda Leão estávamos de saída para mais um dia de trabalho dela. O meu objetivo era acompanhá-la e entender como essas profissionais (sacoleiras) movimentam o mercado da Moda no Piauí. Pois bem. Já estávamos nos dirigindo para porta, quando ela subitamente voltou e disse que precisava orar antes de sair. Oramos e depois saímos.

No caminho para o ponto de ônibus, Esmeralda olhou para mim, sorriu e advertiu: “Olha, vamos andar muito. Se prepare”. Enquanto esperávamos o coletivo, a sacoleira me contava, entre uma risada e outra, como era a sua semana de trabalho. “Eu saio em todos os dias úteis da semana, exceto na quarta, por que eu vou para a igreja”, confessa. Ela explicava que a vida de sacoleira é corrida, por que tem que comprar, vender e cobrar tudo no mesmo dia.

No ponto de ônibus

Esmeralda é professora aposentada e exerce o ofício de sacoleira há 12 anos. Ela declara que não faz divulgação nenhuma e que todas as clientes que conseguiu foi através do “boca-a-boca”.  “Nunca precisei de divulgação. As minhas clientes que me conseguem outras clientes”, afirma ela.

O tipo de venda que Esmeralda exerce é chamado de “venda direta”, que é aquele em que se utiliza muita criatividade e interação com o cliente. Segundo a Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABEVD), durante o período de crise mais intenso do ano de 2008, o setor obteve crescimento real de 8,7%.

Esmeralda confirma a pesquisa da ABEVD. No ano passado, ela adquiriu um automóvel graças aos rendimentos obtidos com as vendas. Ela conta que ainda anda de ônibus por que não sabe dirigir, mas acredita que no próximo ano já terá sua habilitação e ser sacoleira vai se tornar mais fácil e lucrativo. “Com o carro eu vou poder me locomover com mais comodidade e atender a mais pessoas”, afirma.

Relação com as clientes

Após dez minutos de espera, pegamos o ônibus e nos dirigimos ao nosso primeiro destino. Nossa primeira parada foi na Loja MCA, onde Esmeralda esperava encontrar muitas peças para vender agora no fim do ano. Passamos mais de duas horas na loja. A cada peça de roupa que Esmeralda pegava, lembrava uma cliente. “Olha, essa saia preta dá certo para a Dulcelene”, observa ela.

Esmeralda conta que se sente como uma amiga das clientes e que sabe o estilo de se vestir de cada uma. Além de sacoleira, às vezes ela exerce também a profissão de personal shopper, que é uma profissional para fazer compras e, assim, cuidar da aparência da cliente. “As minhas clientes confiam muito em mim. Às vezes uma cliente me liga dizendo que vai a uma festa e precisa de um vestido urgente. Eu saio para comprar e volto com uma roupa exatamente ao gosto dela”, diz ela.

Esmeralda comprando uma roupa de festa para uma cliente que ligou dizendo que era “uma emergência”

Tâmara Milene, cliente de Esmeralda há dois anos, afirma: “não existe melhor vendedora que a Esmeralda. Ela sabe tanto sobre que tipo roupa que eu gosto, que há dias em que ela chega com as roupas aqui e eu fico louca por todas as peças”.

Movimentando o mercado

Depois de mais de duas horas na primeira loja, Esmeralda gastou mais de R$ 1,600 em mercadorias que, segundo ela, em semanas, já seriam consumidas. Ela conta que o valor das compras costuma ser mais alto. “Eu já cheguei a comprar mais de R$ 5.000 em mercadorias em uma loja só”, diz.

Após as compras na primeira loja, seguimos a pé para outra loja, onde a sacoleira foi fazer algumas trocas e consumiu mais R$ 300 em mercadorias.

As sacoleiras são o principal público das lojas de pronta entrega de Teresina. No período de fim de ano as lojas ficam abarrotadas de sacoleiras buscando pelas novidades. “No natal tem sacoleira que passa o dia nas lojas só esperando as mercadorias que vão chegar. Na próxima segunda eu vou fazer isso, por que o natal já está chegando”, afirma Esmeralda.

“Atendimento Delivery”

Depois das lojas, nos dirigimos ao centro da cidade, onde a sacoleira foi fazer uma entrega para uma cliente que iria a uma festa logo mais tarde. A cliente agradece o cuidado de Esmeralda e avisa que precisa de roupas para as festividades de fim de ano.

Após muitos ônibus, pegamos o último que nos levará para casa. Durante a viagem, Esmeralda conta que mantém uma agenda com o cadastro de todas as clientes e as contas de todas elas. Ela diz que faz de tudo para que as clientes cumpram com os compromissos: “Há vezes em que eu divido a conta em dez vezes para que as clientes me paguem. Já houve ‘calotes’, é claro, mas a maioria de minhas clientes, graças a Deus, cumpre com seus compromissos”, confessa.



Micro empresas aceleram produção para a época de Natal e Ano Novo
Dezembro 6, 2009, 1:45 pm
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texto: Larysssa Saldanha
foto: divulgação

Conforme o mês de dezembro se aproxima, aumentam as preocupações com compras, presentes, viagens e, é claro os guarda-roupas, que nunca parecem ter as peças ideais, elegantes e confortáveis em todos os eventos sociais que lotam as agendas nessa época.

Em meio a formaturas, aniversários, confraternizações de empresas e cursos, festas familiares, amigos secretos, tradicionais ceias da véspera de Natal e o tão esperado Ano Novo; cada pessoa de um bom acervo que possa render produções originais e diferenciadas para comemorar com estilo o ano que está chegando ao fim em todas as festas que participam.

Diferentes modelos das peças são o diferencial das micro e pequenas empresas

Por conta disso, as micro e pequenas empresas de confecções estão se destacando cada vez mais. “As pessoas procuram por peças novas, com desenhos novos e que, mesmo não sendo exclusivas, mas que sejam confeccionadas em menos escala”, explica proprietária de micro empresa de confecções, Gislane Martins.

A produção de peças mais elaboradas e que caem no gosto do povo tem um aumento considerável. Em média 70% da produção aumentam para atender a demanda do mercado. Nesta época o aumento das vendas pode superar os 80% o que leva a cada uma das fábricas a produzirem as mais variadas peças.

Por isso, uma boa dica é não deixar para a última hora – quando a correria em busca de presentes toma conta de shoppings e lojas e as opções ficam mais limitadas – e já ficar de olho nas vitrines, aproveitando para comprar algumas peças que podem fazer toda a diferença na elaboração dos seus looks de final de ano.

 



Terninho feminino: versatilidade e sofisticação caracterizam a roupa
Dezembro 6, 2009, 9:50 am
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Texto: Rodolfo Ribeiro // fotos: divulgação

Muitas mulheres devem se perguntar em que ocasiões usar o tailleur ou o terno. É uma peça formal para ir ao trabalho? Ou uma peça versátil que pode ser usada à noite, para ir a uma festa, casamento, inauguração? “Sim, claro que pode. O terno é uma roupa sofisticada e atemporal. Uma peça clássica pode ser usada tanto em ocasiões formais, como no trabalho, como em eventos na noite, desde que sejam feitas algumas adaptações, é claro”, explica Daniel Paixão, Publicitário e Especialista em Moda.

O popular terninho é composto por calça comprida, camisa e blazer, e é uma peça derivada do vestuário masculino. “Por ser inspirado na roupa masculina, é usado por mulheres fortes, com personalidade”, comenta Daniel. A calça deve ser comprida, na altura do peito do pé, e precisa ser de tecido fino e bem cortado. O blazer é considerado um item formal, indispensável em qualquer armário, uma peça coringa que pode ser usado com vestido, saia (formando o tradicional tailleur), bermuda e com calça.

O terno tem versatilidade e se adéqua perfeitamente às mulheres gordas e magras. Às gordinhas, recomenda-se o terno folgado e calças retas. Para as magrinhas, os ternos mais justos lhe cabem melhor. Dependendo da ocasião em que se usará o terno, alguns cuidados como cores e presença de acessórios devem ser tomados.

Versatilidade caracteriza o terninho

No trabalho, por ser ambiente formal, o terno precisa ser fechado, sem decotes. A saia do tailleur, por exemplo, pode ser usada na altura do joelho. A calça com corte reto e com blazer. E as cores claras. “Não abuse do preto, principalmente se a atividade é externa. Acessórios demais não são legais no trabalho, assim deixe-os para festas”, diz Daniel. Os sapatos também são importantes, por isso devem ser fechados, com salto grosso e nunca alto demais. “Lembrando que você está no ambiente de trabalho deve-se evitar elementos que estimulam o fetiche, como os decotes e saltos agulha, por exemplo,”, alerta o especialista em Moda.

Para ocasiões de cerimônias, casamentos e festas em geral, que exijam formalidade, o terninho é uma ótima opção para a mulher não quer usar um vestido. Nesse caso, pode-se escolher o terno com um decote mais significativo, bons acessórios como colares, pulseiras, broches, cristais. Cuidado com o brilho em excesso e com cores claras, pois de um lado a mulher pode chamar atenção demais, do outro pode ficar apagada. “Os acessórios, a maquiagem, o cabelo, o decote e as jóias são determinantes para se quebrar a sobriedade do terninho e devem ser bem escolhidos”, garante Daniel Paixão. Aqui sim, é permitido usar sapatos abertos, sandálias, saltos agulhas e até o scarpins.

Os tecidos para os terninhos são diversos e também dependem da ocasião do uso. Se o terno for para o trabalho é bom usar o tecido do tipo new linho que não amassa. Tecidos oxford e ternos de jeans também podem ser usados. Já os tecidos de cetim e tafetá são mais sofisticados, sendo indicados para a noite em festas e cerimônias.

Cuidados para não escolher errado

Para eventos mais despojados e que não exigem tanta formalidade, como coquetéis, vernisage, teatro, pode-se usar a combinação de jeans com blazer. “O jeans, no entanto, deve ser clássico. Nada de vestir jeans rasgado ou muito destonado”, observa Daniel Paixão. E não esquecer a camiseta por baixo.

O que deve ser evitado sempre são as bijuterias exageradas. “Bijuteria com terninho só se for discreta. Também não fica legal o uso de bolsas grandes. A mulher deve dar preferência por bolsas menores, carteira de mão ou pasta”, recomenda o especialista de moda.

Sobre as cores, Daniel observa que moramos no país tropical, por isso pode-se usar durante o dia cores mais neutras e de tons claros. “Cor é uma peça curinga no terno e deve ser levado em consideração na hora de escolher o que vestir”, finaliza.

Onde encontrar

O terno é uma peça estruturada e difícil execução. Por isso, se recomenda comprá-lo pronto e não encomendá-lo em qualquer costureira de esquina. “Se for mandar fazer, opte por um bom ateliê. O terno é um trabalho de alfaiataria complexo. Do contrário, escolha os ternos das grandes magazines onde se encontram boas opções, com bons preços. Não esquecendo é claro de escolher roupas com bons cortes e que durem muito, já que o terno é uma peça atemporal”, fala Daniel Paixão.



Penteado ideal para cada ocasião: saiba escolher seu look
Dezembro 6, 2009, 9:34 am
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Texto: Rodolfo Ribeiro

Fotos: Divulgação

Recebeu um convite de festa e já escolheu roupa, sapato, acessórios, maquiagem. E o cabelo? Qual o penteado ideal para a ocasião? Alguns fatores devem ser levados em consideração antes da escolha do look. “O primeiro deles é ter noção e sensibilidade para identificar se o penteado se adéqua ao evento. Num casamento, por exemplo, a noiva é a estrela da festa e deve ter penteado diferente das convidadas”, explica Carla Rechia, cabeleireira. Outro ponto a observar é o horário e a roupa que será utilizada.

“O penteado é de acordo com o vestido que a mulher está usando, a maquiagem e a imagem que ela quer passar. Não existe mais uma regra – a noite usa cabelo preso – sobre qual tipo de penteado para cada ocasião. Quanto a isso a moda está mais democrática”, observa o cabeleireiro Marcos Lima. Ele conta ainda que o tipo de penteado está relacionada com a idade. “Mulheres mais velhas em ocasiões de festa optam por usar um penteado mais estruturado, enquanto as jovens usam mais despojados e soltos”, diz.

Em ocasiões mais formais, como casamentos, coquetéis finos, jantares importantes, por exemplo, a dica é usar o bom senso para elaborar penteados diferentes. “Ás vezes, a mulher já chega ao salão com a idéia do penteado que quer, mas ele pode não se adequar ao formato do rosto ou ao tipo de cabelo. Aí entra o profissional para indicar qual o melhor caminho”, diz Carla. Ela observa ainda que em Teresina as mulheres gostam de usar o cabelo solto, mesmo se tiver feito escovinha ou prancha.

Cabelos presos no estilo caracol (coque), onde as mechas são enroladas e presas uma a uma, proporcionam harmonia e elegância. O coque é indicado para roupas menos decotadas nas costas ou na frente, caso contrário,prefira cabelos mais soltos, presos apenas no topo da cabeça e com cachos ou lisos atrás. Se preferir o estilo coque é bom evitar topetes muito altos, usar uma onda suave e alguns fios soltos na lateral do rosto, próximos às orelhas.

Para reuniões mais simples, como as que acontecem durante o dia ou as realizadas em locais ao ar livre, como sítios, chácaras e à beira da piscina, o conselho é aliar a simplicidade ao charme e as tranças são uma ótima opção. “A mulher quando vai prender o cabelo tem um pouco de receio. Mas eu indico também o rabo de cavalo, um rabo alto com franjão ou penteado meio preso”, explica Carla. Os cabelos curtos têm menos opções de penteados, mas o uso de pomadas e cremes proporcionam um estilo clássico e despojado, dependendo da festividade.

Em casamentos, a noiva é a estrela da festa. Assim, madrinhas e as convidadas íntimas dos noivos, como primas e tias, devem saber como será o cabelo da noiva, para não ter perigo de copiá-la. O conselho é ouvir a opinião do profissional que realizará o trabalho, pois o mesmo terá mais opções para harmonizar o rosto ao estilo de cada pessoa.

Para quem segue moda, a tendência dos penteados é manter as madeixas presas de um lado. “Está na moda também o penteado desestruturado, um estilo das mulheres de Hollywood, que parece simples. É como se o cabelo estivesse só amarrado. No entanto, esse penteado é bem trabalhoso”, afirma Carla Rechia. Os cabelos presos – tipo “rabo de cavalo”- também estão em alta e alterná-los com franja falsa reta ou desfiada lateral, por exemplo, proporcionam mais elegância.

“O que vem como tendência bem forte é o penteado moicano que é preso do lado e tem topete alto. Mas é preciso cuidado porque este tipo de penteado dá muito volume no alto da cabeça e deve ser evitado por mulheres com formato do rosto triangular”, afirma Marcos Lima. Segundo o cabeleireiro, o moicano alonga a expressão facial. “Porém, numa pessoa com rosto triangular (queixo mais fino e a parte das têmporas mais larga), se for dado volume no alto da cabeça evidenciam-se as têmporas largas e o queixo fino dando a impressão de que a mulher tem testa grande, o que às vezes ela nem tem”, comenta. A dica para as mulheres com rosto triangular e que querem usar o cabelo preso é deixar uma franja na diagonal para suavizar e um coque mais baixo.

Acessórios de Cabelos estão em alta

Pedrarias estão em alta

Depois de esquecidos por um tempo, os acessórios voltaram a fazer sucesso entre a mulherada. “O uso do acessório traz um diferencial e a variedade é muito grande, desde fivelas, cordas, presilhas, piranhas com strass a tiaras e arranjos de cabelo”, comenta Carla Rechia.

“Está sendo utilizado muito as pedrarias como o strass e cristais para enriquecer o penteado”, fala Marcos Lima. Até alguns atrás as flores eram utilizadas nos penteados de noivas, “hoje em dia não. O que mais é empregado são as pedrarias em penteados para noivas, debutantes e formandos. Se a mulher for convidadas em alguma dessas ocasiões recomenda-se para ela não usar pedrarias para não chamar mais atenção que as donas da festa”, explica o cabeleireiro.

As tiaras e as faixas sejam de elástico, de pano, de acrílico, enfeitam o cabelo, seguram os fios e dão um ar mais feminino ao look. As mulheres de cabelos lisos e corte reto, devem utilizar as faixas de tecido. Já para as mulheres de cabelos repicados, a dica é usar a faixa ou tiara em cima do cabelo, no meio dos fios.

Para os cortes com franja, pode-se usar a faixa com a franja presa e com ela solta. Com a franja presa, prenda todos os fios juntos no acessório. Já o segundo estilo, basta colocar a faixa depois da franja, que já cria um estilo diferente. Por último, é importante perceber se a cor da faixa está em harmonia com o tom da roupa. A combinação não é tão importante, mas precisa ter harmonia.

Corte Masculino

A tendência mais forte é o corte desconectado. “Despojado e cortado a navalha e modelado com finalizadores como pomadas, musses e gel. Tipo moicanos desconectado e franja bem marcada”, fala Marcos Lima. Evita-se por exemplo aquele corte social de barbeiro.

Tanto para o homem como para mulher o corte de cabelo é determinado por alguns fatores. “Analisamos com o cliente o formato do rosto, estrutura do crânio, tipo de fio e a imagem que a pessoa que passar para daí escolhermos o melhor corte”, argumenta Marcos Lima. De acordo com o cabeleireiro, a tendência de corte e cor do cabelo segue a moda do vestuário e muda duas vezes por ano.



Novas tendências de esmaltes estão fazendo às mãos das piauienses para o verão 2010
Dezembro 5, 2009, 10:08 pm
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texto: Laryssa Saldanha
fotos: divulgação

O verão está chegando e não é por isso que os esmaltes de cor escura estarão de fora. Fáceis de combinar, as cores podem ser usadas com qualquer tonalidade de roupa. “As unhas escuras combinam com qualquer look. Você pode combinar a cor com a bolsa, com o batom, com a sombra” a manicure Sheila Silva, que trabalha na área mais de 10 anos.

As cores que estão em alta são aquelas puxadas para o violeta, marrom, vermelho bordô, berinjela, além da fúcsia, bastante vibrante que serve para todos os tipos de pele. O vermelho forte não vai sair de moda. É ideal para peles morenas e orientais, pois seus reflexos quentes iluminam a pele. “Para o verão as mulheres estão preferindo as cores fortes, vibrantes. A maioria das minhas clientes está preferindo as cores que estarão em alta. Cores radiantes que vão iluminar o verão. E as que são mais procuradas são as cores usadas pelas celebridades, bem cintilantes”, diz Sheila Silva.

Os tons escuros podem ser usados com qualquer comprimento, porém, unhas muito grande exigem maior cuidado: “Unhas grandes não estão sendo mais usadas. Isso porque as mulheres estão optando pela praticidade. Como a unha também é um acessório, fica com menos prioridade” explica a manicure.

O vermelho continua em alta no verão

O verão será bem divertido, e vai dar para brincar bastante com as unhas. “Os esmaltes brilhantes também estão com tudo: dourado, prata e cores com glitter”, diz a manicure.

Entre os clarinhos, destaque para os tons de lilás e rosinha, que mesclam nuances de azul e rosa e combinam muito bem com peles bem claras. Essas cores também estão muito forte nas maquiagens.

A cada estação, as unhas acompanham as mudanças de tendências em cortes, cores, roupas, sapatos e acessórios. Optar pelas misturas feitas pela manicure também pode ser uma boa para deixar suas unhas moderninhas. Mas o que não pode ser esquecido são os cremes hidratantes, fundamentais para quem pinta as unhas e quer deixar as mãos sempre macias.

Mais:
http://www.niasi.com/risque.php
http://www.impala.com.br/

http://www.maybelline.pt/

 



Moda e empreendedorismo: receita que tem dado certo
Dezembro 5, 2009, 8:20 pm
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Texto: Vany Santana || fotos: divulgação

Criatividade e moda andam juntas, mas elas não estão sozinhas. Onde sobra criatividade o que não falta é gente querendo montar seu próprio negócio. É aí que entra o empreendedorismo. Empreendedores são, na verdade, indivíduos que inovam, identificam e criam oportunidades de negócios, montam e coordenam novas combinações de recursos para extrair os melhores benefícios de suas inovações num meio incerto.

E, atuando em diversos segmentos de moda, há empreendedores por toda parte na busca por conquistar seu espaço no mercado da moda. São produtores de roupas, calçados, bolsas, bijuterias, dentre tantos outros produtos, que se lançam nesse mercado que cresce a passos cada vez mais largos em todo o Brasil e também no estado.

Mulheres lideram mercado da moda

Conforme especialistas, cerca de 90% dos negócios são liderados por micro e pequenas empresas, na grande maioria, familiares e informais. Um dado que chama a atenção é a predominância da mulher nesse mercado. Na maior parte dos casos isso decorre da necessidade de a mulher buscar uma segunda fonte de renda para o sustento da família.

90% dos negócios de moda no Piauí são liderados por mulheres

Zulmira Rodrigues é uma dessas mulheres que juntou criatividade, empreendedorismo e oportunidade e se lançou nesse mercado há quinze anos. Ela é proprietária da empresa Via Corpus, localizada na cidade de Campo Maior a 78 quilômetros de Teresina. “Quando iniciei o negócio foi mesmo na tentativa de obter uma renda extra, mas hoje já estamos alcançando resultados muito positivos, com uma boa rentabilidade. A nossa produção é de cerca de mil peças por mês. Temos, aqui, 74 postos de trabalho”, informa.

Além do Piauí, a empresa Via Corpus, que é produtora de peças em jeans, comercializa seus produtos no Maranhão, Pará e Tocantins.

Indústria em plena expansão, a moda apresenta diversos exemplos de como o empreendedorismo pode ser aplicado, além de inúmeras oportunidades que vêm sendo exploradas e outras ainda por serem identificadas. É a maior empregadora para a mão de obra feminina, e segunda maior fonte de divisas para o país, perdendo apenas para a construção civil.

Esta indústria que possui tal posicionamento no mercado nacional tem, no Piauí, provocado significativas alterações na economia em termos de crescimento. A indústria da confecção, no estado, envolve a fabricação de roupas, calçados, bolsas e outros acessórios.  Conforme dados do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado, Sindivest, esse mercado movimenta mais de R$ 2 milhões ao mês, com geração de dezessete mil postos de trabalho,  apresentando constante crescimento.

As pequenas empresas são maioria em todo o estado, são confecções com marca própria. São empresas de caráter familiar que começaram pequenas, com uma idéia na cabeça e poucas máquinas de costura à disposição. Hoje já atendem diversos clientes do estado e também de vários outros estados.

A maioria das empresas começam com uma idéia da cabeça e uma máquina de costura

Proprietária da Dualto Moda Íntima, com sede em Piripiri, cidade localizada a 157 quilômetros ao norte de Teresina, a empresária  Josilene da Silva Vieira também iniciou sua produção de forma caseira. E, hoje, é dona de uma empresa, que produz peças íntimas como conjuntos de calcinha e sutiã, camisolas, baby dool, cuecas, dentre outros. Conta com uma fábrica com mais de quarenta empregos, entre diretos e indiretos A empresa existe há nove anos no mercado e  comercializa sua produção no Piauí e em vários outros Estados como Maranhão, Pará e Roraima.

Geração de emprego e renda de forma rápida

Para Márcio Lacerda, diretor técnico do Sebrae, o setor de moda no estado tem crescido em virtude de uma vocação própria dos seus empreendedores. Ele destaca que os pequenos empresários do setor contam com imensa criatividade, o que facilita os investimentos nesse mercado. “Esse é um setor com capacidade de gerar emprego e renda, de certa forma, rápida. Assim, produtores caseiros acabam investindo no negócio e a criatividade desses pequenos empresários, tendo, na maioria dos casos, a mulher à frente, é o que mais impulsiona esse mercado”, acrescenta.

Entretanto, a maior parte destas empresas, principalmente por possuir caráter familiar, não possui a estrutura sugerida pelos especialistas da área de empreendedorismo, mas simplesmente foram impulsionadas pelo “espírito” empreendedor. O setor ainda sofre com uma relativa desorganização interna por conta da escassez de profissionais capacitados envolvidos e pelo empreendedorismo de ocasião, que surge como fonte complementar de renda. Além disso, o apoio por parte do governo ainda é pequeno. E esse apoio é essencial para que as empresas consigam se estabelecer no mercado e tornem-se competitivas diante de marcas maiores e grandes redes nacionais e internacionais, que cada vez mais ganham espaço no Brasil.